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          A proposta é trabalhar e conhecer intimamente a estrutura corporal e seu funcionamento motor, investigar diferentes maneiras de se mover, e se permitir dançar. Será compartilhado procedimentos e ferramentas que abordam diferentes qualidades de toque, imersões guiadas (individuais e coletivas), sequências de movimento, para construir um corpo sensível e poroso, possível de se expressar e de se posicionar. 

          Acessar e escutar os fluxos internos para se colocar em deslocamento e variação, tencionar a relação entre estar só e estar junto de um coletivo, incorporar as imagens e energias que atravessam, observar e ser observado, são alguns aspetos que darão contorno às práticas. Dentro disso, para esse módulo, os elementos a serem exercitados são: o detalhe e o todo, tridimensionalidade, associar e desassociar, peso e mobilidade do eixo, elasticidade da matéria, modulação de tônus, ações paradoxais, relação ( entre corpos, partes e espaço) e a pele como canal. 

           O curso é delineado pela pesquisa em dança contemporânea realizada ao longo de 11 anos pela artista e professora Patrícia Árabe, que entende o corpo como agente da percepção, investiga o instante como potência performática, o contágio como potência de transformação e experimenta diferentes formas de se relacionar com o espaço/público/objetos. 

          Ao longo das aulas, vamos praticar uma escrita automática em fluxo com intuito de documentar a experiência e externalizar em palavras as sensações e imagens que as práticas mobilizam. Valorizando a singularidade dos corpos, a potência coletiva e o prazer de dançar juntes, as aulas serão um canal para treinar a presença, a percepção, a imaginação, restaurar a energia do corpo e acionar autonomia em sala e no dia a dia.

PATRICIA
​ÁRABE

DANÇA: contemporânea

SOBRE TOTA

 

            Patrícia Árabe é artista da dança, coreógrafa, professora e performer. Formou se em dança (Bacharelado e Licenciatura) pela UNICAMP (2009) e reside em São Paulo desde 2010, onde desenvolve seus projetos autorais e suas parcerias artísticas. Em 2019 cursou o Programa Avançado de Criação em Artes Performáticas / PACAP - edição 2, no Fórum Dança em Lisboa Portugal no qual criou o solo Descarada e circulou no espaço Alkantara (Lisboa / Portugal) e na BOCA | Biennial of Contemporary Arts (Porto / Portugal). Ainda neste contexto, desenvolveu a Publicação Descarada com provocação de David Guéniot (Ghost Editions), que foi compartilhada no Fórum Dança Lisboa / Portugal e no Centre Développement Chorégraphique Toulouse / França. Em 2020, desenvolveu o projeto Transposiciones, contemplado pelo Programa Iberescena 2019 - 2020 em parceria com as artistas uruguaias Vera Gurat e Tamara Gomes e a brasileira Carolina Minozzi. Dedica-se à pesquisa de direção coletiva desde 2009, ano que co-fundou o Grupo VÃO. Co-dirigiu e dança os espetáculos Nada Garante Nada (2021), FIM (2018), No Hay Banda, é Tudo Playback (2017) ambos receberam o prêmio Denilto Gomes de melhor criação, Move Cover (2016), Voo (2013), Quem Com Porcos Se Mistura Farelo Come (2013), Bando (2012), Instantâneo Apenas Não (2010) e Vão De Passagem (2009). Com o Grupo VÃO foi contemplado em duas edições pelo fomento à dança a cidade de São Paulo para desenvolver o projeto Como Viver Só Em Bando (2017) e Escândalo (2021).

            Participou de diversas edições da residência artística LOTE, com direção de Cristian Duarte. Na edição LOTE Osso, em 2015, Patricia dirigiu o Laboratório Descarado, que teve abertura pública na Casa do Povo/São Paulo. Com direção de Cristian, participou em 2021 do projeto Fora, participando das criações de ZOOMZZ e JÁ ESTÁ. Ainda, sob sua direção, integra o elenco do concerto de dança BIOMASHUP e das performances ao Jamzz e O que Realmente Está Acontecendo Quando Algo Acontece?. Com direção de Clarice Lima dança Supernada Episódio-1, Bichos Soltos e colabora como parceira artística em projetos passados, presentes e futuros e em 2021, colaborou com o laboratório de dança" você sabe que eu não confio em você, não sabe?"

         Patricia criou seu primeiro solo em 2013, Onde O Oposto Faz A Curva, contemplado pelo Proac primeiras obras que, teve colaboração artística de Morena Nascimento, Renato Ferracine e Tadashi Endo. Foi assistente do diretor Tadashi em sua turnê pelo Brasil (2011), atuando em cena e nas oficinas.